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Salvador, Manaus e Macaé são os aeroportos mais sustentáveis do Brasil


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nesta terça-feira (8), durante webinar sobre sustentabilidade na gestão aeroportuária, os resultados da 2ª edição do projeto Aeroportos Sustentáveis - programa que visa incentivar práticas de boas gestões em ambientes aeroportuários. Os aeroportos de Salvador, Manaus e Macaé foram os destaques entre os 16 aeroportos participantes.


O projeto, que teve sua primeira edição lançada em 2019, busca incentivar o debate e a reflexão sobre sustentabilidade medindo o índice de desempenho ambiental (IDA) dos aeroportos brasileiros. A avaliação é realizada a partir de critérios que consideram a gestão dos aeroportos nos seguintes temas ambientais: energia elétrica, recursos hídricos, resíduos, biodiversidade, qualidade do ar local, mudança climática, ruído aeronáutico, saúde e bem-estar, assim como gestão organizacional e educação ambiental.


Os aeroportos inscreveram-se voluntariamente (16 no total) e passaram a competir em grupos conforme o número de passageiros processados anualmente, seguindo o disposto no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 153. A classificação ocorreu por níveis, sendo: “primeira classe”, para os aeroportos com pontuação maior ou igual à média simples de seu grupo; e “classe executiva”, para os aeroportos com pontuação menor que a média, sendo que são excluídos da classificação participantes com pontuação final inferior a 25%.

Salvado Bahia Airport
Salvado Bahia Airport

ENTRE OS MAIORES

Na classe C-IV, para aeroportos em que o número de passageiros processados é maior que 5 milhões, Salvador foi o campeão, com pontuação final de 89,93%. A média da classe foi de 71,9%.


1 – Salvador Airport (SBSV): 89,93% (Primeira Classe)

2 – Santos Dumont (SBRJ): 77,76% (Primeira Classe)

3 – Afonso Pena/Curitiba (SBCT): 77,11% (Primeira Classe)

4 – Pinto Martins (Fortaleza/SBFZ): 76,55% (Primeira Classe)

5 – Aeroporto de Brasília (SBBR): 73,01% (Primeira Classe)

6 – Salgado Filho (Porto Alegre/SBPA): 71,8% (Classe Executiva)

7 – RioGaleão (RJ/SBGL): 68,26% (Classe Executiva)

8 – Congonhas (SBSP): 66,23% (Classe Executiva)

9 – BH Airport/Tancredo Neves (SBCF/MG): 65,37% (Classe Executiva)

10 – Recife/Gilberto Freyre (SBRF/PE): 52,97% (Classe Executiva).


MÉDIO PORTE

No Grupo C-III, com média de 63,9%, e capacidade de um milhão a 5 milhões de passageiros, o Aeroporto de Manaus Eduardo Gomes, levou a melhor, com 76,87%.


1 – Manaus/Eduardo Gomes (SBEG): 76,87% (Primeira Classe)

2 – Val de Cans/Belém (SBBE): 75,33% (Primeira Classe)

3 – Aluizio Alves/Natal (SBSG): 62,11% (Classe Executiva)

4 – Aeroporto de Vitória (SBVT): 54,52% (Classe Executiva)

5 – Hercílio Luz/Floripa Airport (SBFL): 50,68% (Classe Executiva)


REGIONAL

Na classe C-I, com número de passageiros inferior a 200 mil, apenas um ganhador, o Aeroporto de Macaé (SBME), no Rio, com pontuação de 49,42% (Primeira Classe). Macaé ganhará novo terminal em 2023.


Confira mais detalhes no BI divulgado pela agência.



SALVADOR AIRPORT COMEMORA

“Essa conquista só foi possível porque temos a preservação do meio ambiente no centro da nossa estratégia de negócios. A transição para a aviação sustentável é uma dinâmica comum para todos os aeroportos da rede VINCI Airports”, explica Yann Le Bihan, diretor técnico do Salvador Bahia Airport.


Desde o início da concessão, em janeiro de 2018, o Salvador Bahia Airport vem se destacando por suas ações ambientais. Ele foi o primeiro do Brasil a instalar de uma usina solar, a não dispensar resíduos sólidos em aterro sanitário e ser zero efluente. Também recebeu o selo de “Aeroporto Verde” do Conselho Internacional de Aeroportos - América Latina e Caribe (ACI-LAC).


O Salvador Bahia Airport promete que continuará inovando e avançando na área ambiental. Além de projetos bem-sucedidos como a usina solar (a de maior potencial de geração de energia limpa dentro da rede VINCI Airports) e a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), com 99,5% de eficiência, outros foram implantados recentemente e 12 novas soluções concretas estão em fase de estudo para implantação ainda este ano.


Um exemplo é a iniciativa que reaproveita a água de condensação do sistema de ar-condicionado. O projeto, que entrou em operação em 2021, vai permitir que o Aeroporto economize mais de 15.000 m³ de água por ano. “Nosso time está sempre em busca de oportunidades para melhorar nossa performance ambiental”, aponta Yann Le Bihan.

INFRAERO AGRADECE

Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus
Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus

O diretor de Operações e Serviços Técnicos da Infraero, Brigadeiro André Luiz Fonseca e Silva, recebeu o reconhecimento em nome da Infraero (que administra o Aeroporto de Manaus) e afirmou que a empresa tem como meta buscar os ideais de sustentabilidade. “Estamos presentes em 44 aeroportos do Brasil, por isso, existe muito espaço para buscarmos resultados ainda mais positivos” ressaltou o diretor.


Os aeroportos Santos Dumont, Curitiba e Belém, operados pela Infraero, também atingiram bons índices, sendo classificados como “Primeira Classe”, indicação dada aos aeroportos com pontuação maior ou igual à média simples de seu grupo.


Para o superintendente de Meio Ambiente da Infraero, Fued Abrão Júnior, os resultados conquistados mostram o compromisso da Empresa e seus profissionais com a sustentabilidade ambiental dos seus aeroportos. “A Infraero possui uma política ambiental formalmente constituída. Além disso, dispomos de um índice de desempenho ambiental composto por 25 indicadores que monitora os nossos aeroportos mensalmente”, completou o superintendente.


MACAÉ DESTACA MELHORIAS

Rui Porto FIlho/Aeroporto de Macaé
Rui Porto FIlho/Aeroporto de Macaé

Dentre as melhorias e programas desenvolvidos para a conquista do título, a Zurich Airport Brasil, que administra o Aeroporto de Macaé, destaca que investiu no desenvolvimento de 5 pilares de gestão: energia, resíduos, água, mudança climática, bem-estar e educação ambiental. Entre as iniciativas, estão:


- BMS: Sistema de Monitoramento de Eficiência Enérgica (sensores inteligentes que monitoram a iluminação, climatização, etc. em tempo real);

- Iluminação natural (clarabóia) e troca gradativa lâmpadas por LED;

- 100% da energia consumida no TPS oriunda de fontes limpas e renováveis;

- Separação dos resíduos na fonte geradora (recicláveis, não recicláveis, orgânicos e perigosos) e doação para cooperativas;

- Desvio de aterro em uma média de 73%;

- Consumo medido pelos hidrómetros e uso racional controlado pelo BMS;

- Instalação de aeradores/ redutores de vazão nas torneiras;

- Mapeamento e quantificação de todas as fontes emissoras de Gases de Efeito Estufa em 2021;

- Kit use e reuse para colaboradores, além de gestão documental 100% eletrônica (90% de redução no consumo de folhas de papel).


Durante o encontro virtual, o CEO da Zurich Airport Brasil, Ricardo Gesse, reforçou que esse é um dos valores que norteiam a empresa. “A Zurich Airport Brasil sempre teve em seu DNA o respeito e o cuidado com o meio ambiente, e esse prêmio reflete os nossos esforços e a seriedade com que tratamos o tema. A gestão dos recursos e as diversas medidas que implementamos em todos nossos aeroportos fazem parte do nosso compromisso com a sustentabilidade e com a contribuição para um setor melhor” afirmou.


Fonte: Panrotas

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